Gamle Strynefjellsvegen

Essa era a rota que era para ter sido e quase não foi.

No nosso sexto dia de viagem, acordamos já no início da rota turística Gamle Strynefjellsvegen, ansiosos para ver o que nos aguardava, pois segundo as nossas pesquisas, essa seria uma das rotas mais bonitas de toda a viagem.

A Gamle Strynefjellsvegen foi a única estrada de chão batido que pegamos na Noruega. Ela liga a cidade de Grotli a Videsæter e tem cerca de 27 km. Essa estrada já é linda por natureza, mas no outono, ela fica deslumbrante! Estávamos na época certa, no lugar certo…

Gamle Strynefjellsvegen de Bruno Nonogaki no 500px.com

Só que não.

A Elina sempre comentava como era harmonioso ver aquelas montanhas com o cume coberto por nuvens lá ao fundo. Realmente, quando vemos de longe é um visual fantástico. Só que desta vez estávamos NA montanha!

O dia amanheceu com muita neblina. Estávamos literalmente no meio da nuvem que envolvia todo o topo da montanha, do jeitinho que a Elina gostava! Mas o resultado não foi dos melhores… nos primeiros quilômetros pudemos curtir a rota com uma visibilidade limitada, o que era absolutamente lindo. Porém, conforme avançávamos, a neblina foi se intensificando até chegar a um ponto em que não podíamos ver nem o lago à nossa esquerda.

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A vista do carro. A temperatura era de 0ºC, e a visibilidade de poucos metros.

Ao final da rota, descendo a montanha, as nuvens foram ficando para trás e um lindo dia azul surgiu à nossa frente. Nos olhamos com aquela feição frustrada, e até cogitamos esperar um tempo para percorrer a rota novamente no sentido contrário, comprometendo o restante da viagem.

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Na descida da serra, a espessa neblina foi ficando para trás, e o dia nascia lindo à frente.

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Atrás era só nuvem. Na frente era essa a vista!

Mas foi neste momento que tivemos um insight que valeu para todo o resto da nossa viagem (inclusive na Islândia): a natureza se mostra do jeito que tem ser… não controlamos essa força. Nunca sabemos se amanhã vai estar ensolarado, nublado ou chuvoso, frio ou quente… e quando viajamos, cabe a nós sabermos aceitar e aproveitar o momento independente do clima. Ao longo da viagem, foram inúmeras ocasiões em que não conseguimos fotografar ou visualizar plenamente uma paisagem, seja pelo vento, chuva, sol ou frio, mas tudo bem. Não existe tempo ruim para viver aquela experiência de simplesmente estar naquele lugar.

E com isso seguimos em frente, e aceitamos de bom grado o que a Natureza nos propiciou naquela manhã que, diga-se de passagem, foi só nosso, afinal, não havia mais ninguém num raio de pelo menos alguns quilômetros! 🙂

 

Percurso do Sexto Dia

Obs: O mapa abaixo está errado porque o Google Maps não me deixa traçar rotas por estradas que estão fechadas. O percurso de Grotli a Videsæter foi via estrada 258 (Gamle Strynefjellsvegen), e de Videsæter, voltamos pela 15 e pegamos a 63 rumo ao Geiranger (rota Geiranger – Trollstigen). Pegamos um ferry em Eidsal para Linge, e seguimos viagem pela 63 até Sogge Bru, passando pela famosa Trollstigen.

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