Akranes e as primeiras impressões da Islândia

Desembarcamos em Keflavik numa manhã de Outubro e já fomos pegar a camper que havíamos alugado. No site da empresa, o carro era todo colorido, meio no estilo do que alugamos na Noruega, mas chegando lá, vimos que o que eles haviam separado para nós era um Renault Kangoo todo branco e sem graça.

Por um instante, sentimos uma saudade imensa do nosso carrinho.

O céu estava carregado, ventava bastante, e a nossa primeira impressão na ilha era de um ambiente hostil.O carro está desalinhado? Não, é o vento puxando mesmo! Já na estrada em direção a Akranes, nossa primeira parada, observamos um escassa vegetação, nada de árvores amarelinhas. Aliás, nada de árvores! Apenas pedras e musgo.

E por um instante, sentimos uma saudade imensa da Noruega.

Nossa camper em Akranes. Um Renault Kangoo que seria o nosso carro pelos próximos 13 dias!

Nossa camper em Akranes. Um Renault Kangoo que seria o nosso carro pelos próximos 13 dias!

O dia era apenas para comprar suprimentos no supermercado e fazermos a nossa primeira parada em Akranes, que fica bem pertinho de Reykjavik. Nessa cidade visitamos os famosos faróis que abrigam uma exposição de fotos, mas estava fechado pela baixa temporada. Existem dois faróis lá, um antigo de 1918, e outro mais novo, que está atualmente em funcionamento. E a vista que se tem de lá é realmente magnífica!

Lighthouse in Akranes de Bruno Nonogaki no 500px.com

Farol de Akranes

 

Depois fomos visitar um navio abandonado, que já tinhamos visto várias fotos na Internet. Achamos que ía ter várias placas indicando, e um monte de gente visitando… que nada! Ele fica lá largado no fundo de um porto. Largado mesmo, junto com um monte de lixo! hahaha… Foi meio difícil encontrá-lo, mas rendeu algumas boas fotos.

Shipwreck in Akranes de Bruno Nonogaki no 500px.com

Navio abandonado em Akranes

A ideia era dormir por lá, mas a região portuária era muito esquisita. Não achamos um lugar tranquilo para passar a noite, e a alternativa foi voltarmos para os faróis, que pelo menos estavam vazios, e tinha um espaço amplo. Paramos o carro em um cantinho e tentamos nos acomodar.

O vento forte foi um grande desafio para conseguirmos cozinhar, e o fogão nem de longe era tão bom quanto ao que usamos na Noruega. Toda hora o fogo apagava, e para ferver a água demorou uma eternidade! O jeito foi cozinhar dentro do carro, com as portas fechadas. Essa prática acabou sendo comum em vários dias nessa viagem.

Mais uma vez sentimos saudade da calmaria da Noruega… era inevitável fazermos as comparações.

Hoje a gente vê como foram tensos os nossos primeiros dias na Islândia, e como esse país conquistou a gente aos poucos. A Islândia foi talvez o lugar mais incrível que conhecemos até hoje, mas esses primeiros dias não foram nada fáceis.

 

Roteiro do Primeiro Dia

 

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