Finalmente, a Aurora Boreal!!!

Iniciamos o dia em Djúpivogur, onde existe um conjunto de esculturas de ovos chamado “The Eggs of Merry Bay”. Sim, ovos. A arte de Sigurður Guðmundsson consiste em 34 réplicas de ovos de 34 espécies de pássaros encontrados na região. Cada ovo é diferente do outro em sua forma, cor e tamanho. A cidade em si não tem nada muito fenomenal, então apenas paramos rapidamente para apreciar essa inusitada atração.

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Elina e as esculturas Eggs of Merry Bay

Continuamos dirigindo pela Ring Road beirando o litoral, entrando na região sudeste da Islândia. A estrada, magnífica como sempre, nos presenteava com visuais incríveis do mar de um lado, e montanhas enormes do outro. Vez ou outra esse cenário era complementado por uma cachoeira que descia a encosta da montanha. Nada mal, não?

Vista da Estrada Ring Road

Vista da Estrada Ring Road

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O litoral recortado no Leste Islandês

Passando pela cidade de Höfn, começamos a nos aproximar dos glaciares do Parque Nacional Vatnajökull. Da Ring Road saem algumas estradinhas de cascalho que acessam alguns deles, como o Hoffellsjökull e o Fláajökull, os dois que visitamos. No geral, são estradas bem tranquilas, mas todo cuidado é pouco. Em uma delas, havia uma pedra onde eu estava manobrando o carro, e ela nos custou um prejuízo de alguns Euros na devolução do veículo, mas isso eu prefiro nem lembrar! hahaha

Glaciar Hoffellsjokull

Glaciar Hoffellsjokull

Já era final da tarde quando visitamos o Fláajökull. Como estava começando a escurecer, resolvemos acampar no estacionamento do local, que estava vazio. Todo dia checávamos a previsão do tempo no celular, porque se o céu estivesse limpo, havia uma possibilidade de ver a Aurora Boreal. Nessa noite, a previsão era de céu limpo, mas a chuva que caía durante o nosso jantar dentro do carro nos tirou novamente as expectativas. No entanto, é como dizem na Islândia: se você não está satisfeito com o clima do momento, espere 5 minutos que ele muda.

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Glaciar Fláajökull

Às 21h resolvi sair do carro para checar se havia alguma possibilidade de o céu abrir nas próximas horas, já que a chuva havia cessado. E para a minha surpresa, lá estava ela! Linda… as Luzes do Norte dançavam com exclusividade para nós dois naquela noite fria. O verde fluorescente no horizonte subia até acima de nossas cabeças, passando por tonalidades de lilás, amarelo e roxo. Logo peguei a minha câmera, que toda noite eu já deixava montada no tripé com as configurações ideais para registrar a Aurora, e comecei a dar alguns clicks. Mas a emoção era tão grande que em dado momento larguei o equipamento para simplesmente ficar abraçado com a Elina, e apreciar o espetáculo da Natureza.

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Aurora Boreal no Glaciar Fláajökull

Não sei quanto tempo ficamos ali, 20 minutos? Talvez 30? Parece que o tempo parou ao nosso redor, e só fomos despertados do transe quando as luzes começaram a se despedir, as nuvens começaram a fechar o céu novamente, e o frio tomou conta dos nossos corpos. Mais um momento que guardaremos para sempre em nossas memórias! Naquela noite fomos dormir emocionados, mal conseguíamos acreditar no espetáculo vivenciado!

No dia seguinte havíamos reservado um passeio guiado para um glaciar, e a guia nos perguntou se havíamos visto a Aurora da noite anterior. Fomos os únicos do grupo que tivemos tamanha sorte. Teve gente que acordou de madrugada e ficou esperando, sem sucesso. E nós, às 21h, no completo acaso do destino, vivemos essa experiência mágica. Entendemos isso como um presente que a Islândia nos deu, e somos eternamente gratos.

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Bruno e Elina de pijama sob uma Aurora Boreal

Como ver a aurora boreal?

Quando nos perguntam como fazer para ver a Aurora Boreal, a resposta é aquela que todo mundo já sabe: noites escuras e céu limpo (por isso o inverno, porque as noites são muito mais longas nas regiões polares). Basicamente, acompanhávamos a previsão do tempo e a previsão de auroras. Existem vários apps e sites para isso, e outro tanto de blog explicando muito melhor do que eu explicaria.

O que as pessoas não dizem é que para ver a aurora você tem que se conectar com o local. Para quem não acredita nisso, pode chamar também de “sorte”.  Tem gente que paga excursão guiada, fica a noite inteira acordado, vários dias na semana, e não consegue ver… Outras, como nós, saem do carro despretensiosamente às 21h e ao invés de esperar por ela, é ela que estava esperando por nós. Obviamente que numa viagem Overlander, é mais fácil ter essa experiência sem a necessidade de guias, porque a sua rotina é de dormir na estrada em lugares afastado das luzes das cidades. Mesmo assim, não é toda noite e nem toda hora que o fenômeno vai acontecer.

Lá vai uma sugestão: não vá apenas com o objetivo de ver as luzes do norte. Vá para curtir a viagem! Os países nórdicos tem tanta coisa para conhecer e desfrutar, então que a aurora seja apenas uma delas. Senão, o que era para ser um destino fantástico como a Islândia, acaba sendo uma viagem frustrante. Mas mantenha sempre a chama da esperança acesa, e toda noite dê uma conferida no céu e nas previsões, e quando ela aparecer para você, viva o momento! É de arrepiar!

 

Roteiro do Nono Dia

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